"Ser importante é tudo o que eu queria, me sentir somente uma vez essencial. Fazer falta nunca foi o meu forte. Minha ausência é facilmente substituída. Sei que não sou lá essas coisas de simpatia e que faço parte do clube dos não-mantenha-contato-visual. Mas será que ninguém vê? Ou a felicidade das outras pessoas é tão imensa a ponto de cegá-los e não deixar que ninguém veja que também quero ser feliz. Ninguém diz que assistiu um filme e lembrou de mim, que ouviu uma música e não via a hora de pedir pra que eu também ouvisse, que assistiu um filme e que o personagem desajeitado e solitário se parecia comigo. Ninguém. E é por isso que me tranco no meu quarto. Por isso me afogo nos meus livros e nas minhas músicas. As pessoas ao meu redor estão tão felizes que nem notam minha presença, por que notariam minha ausência?"
"A dor é uma coisa estranha. Um gato que mata um pássaro, um acidente de automóvel, um incêndio… A dor chega, BANG, e eis que ela te atinge. É real. E aos olhos de qualquer pessoa pareces um estúpido. Como se te tornasses, de repente, num idiota. E não há cura para isso, a menos que encontres alguém que compreenda realmente o que sentes e te saiba ajudar."